quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SUFIXAÇÃO E ACENTUAÇÃO

   Estou vendo muitos erros em questão que envolvem a acentuação de palavras formadas com o auxílio de um sufixo. Observe a tirinha:

   Achou o erro de acentuação?

   O advérbio CIENTIFICAMENTE não tem acento, pois a sílaba tônica é -MEN- o que torna a palavra uma paroxítona terminada por -E.

   Mas, professor... o adjetivo CIENFICO tem acento, né? Claro! É uma proparoxítona.

   O que o aluno deve cuidar é que as palavras acentuadas que recebem um sufixo SEMPRE (ou quase sempre) mudam a sua sílaba tônica, portanto muda a regra que as acentua. Veja mais exemplos:

   CA (oxítona "-e") --> CAFEZINHO (paroxítona "-o")

   CHAPÉU (ditongo aberto) --> CHAPEUZÃO (oxítona "-ão")

   SAÍDA (hiato do "i") --> SAIDINHA (paroxítona "-a")

   BIO (paroxítona "-dit. crescente") --> SABIAMENTE (parox. "-e")

   É claro que o contrário também pode acontecer de palavras que normalmente não tem acento ganharem um, como:

   MAGRO (paroxítona "-o") --> MAGÉRRIMO (proparoxítona)

  Ou então, palavras que possuem acento por uma regra, continuarem acentuadas, mas por outra regra.

   CIL (paroxítona "-l") --> FALIMO (proparoxítona)

   Cuidado com a ACENTUAÇÃO envolvendo a DERIVAÇÃO SUFIXAL, são dois conteúdos da PS1 (primeiro dia de prova da UFSM) e, portanto, podem aparecer na mesma questão.

   Beijos!!!

domingo, 28 de agosto de 2011

MÚSICA - TÚNEL DO TEMPO

   Faz tempo que não posto uma análise de música, né?

   Adoro esta principalmente pelo clipe em animação.

   Vamos a ela, então! (ih, rimou!)


   FREJAT - TÚNEL DO TEMPO



Nosso encontro aconteceu como eu imaginava,
você não me reconheceu, mas fingiu que não era nada. 
Eu sei que alguma coisa minha em você ficou guardada, 
como num filme mudo antes da invenção das palavras.

No 1º verso, uma oração comparativa com verbo diferente da oração principal (difícil de acontecer), mas note que a ideia do 1º verbo se mantém (como eu imaginava... que aconteceria!). A função sintática do pronome oblíquo -me é OD (Você não reconheceu O LAURO), embora muita gente troque por "a mim" e ache que é OI. Observe a colocação do pronome indefinido alguma em relação ao substantivo coisa. Se trocarmos a ordem para "coisa alguma", muda-se o sentido origina da frase.

Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas. 
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas. 
Mas há dias em que nada faz sentido, 
e o sinais que me ligam ao mundo se desligam.

Cuidado com as orações finais reduzidas de infinitivo, são muito comuns (para escutar suas chamadas). No 2º verso, um caso interessante de objeto direto anteposto ao verbo, a ordem direta seria: "Eu sei ler sinais do corpo...". Verbo haver impessoal (sem sujeito) no 3º verso, seguido de pronome relativo (em que = nos quais). A oração do 4º verso é aditiva mas tem o sujeito diferente da oração anterior, por isso deve ser separada por vírgula, como está na música.

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar, 
o impossível me espera do lado de lá. 
Eu salto pro alto, eu vou em frente, 
de volta pro presente

As palavras invisível e impossível são acentuadas pela mesma regra e com a mesma terminação (paroxítonas terminadas em -L), mas cuidado se afirmarem que possuem a mesma classe gramatical: invisível é adjetivo, mas impossível está na música como substantivo (tem artigo antes). Quanto à colocação pronominal no verbo "salvar" caso estivesse escrito como "salvará", em vez da locução "irá salvar", muita gente apostaria na mesóclise (salvar-me-á), mas o "que" puxa o pronome, "me salvará" seria o correto.

Sozinho no escuro, nesse túnel do tempo, 
sigo o sinal que me liga à corrente dos sentimentos. 
Onde se encontra a chave que me devolverá 
O sentido das palavras ou uma imagem familiar?

Será que é "nesse túnel do tempo" mesmo? Pelo que tudo indica, ele está no túnel, portanto o correto seria neste. E a crase, está certa? Perfeitamente, "o sinal liga o cantor a alguma coisa", tem preposição no OI, somada ao artigo definido do substantivo feminino "corrente", temos a crase. O "Onde" está adequado também, já que o verbo encontrar pede a preposição em. Destaco ainda que "das palavras" e "familiar" possuem a mesma função sintática, adjuntos adnominais.

   Beijos!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

POLISSEMIA

   Vídeo interessante sobre a Polissemia (vários significados). Lembrando que é ela que permite, na maioria dos casos, a formação de enunciados ambíguos. Questão ótima para o ENEM!



   Beijos!!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

VERBOS INTRANSITIVOS

   Como reconhecer os tais verbos intransitivos? Um conteúdo que parece simples, mas pode complicar bastante na hora da prova.
   A maioria dos alunos prefere decorar os principais verbos intransitivos: morrer, escorregar, chorar... ou seja, aqueles verbos que não exigem complemento. Assim, baseiam-se na ideia de que "quem morre, morre", "quem escorrega, escorrega", "quem chora, chora..."
   No entanto, essa estratégia (embora interessante em muitos casos) nem sempre dá certo. Observe a tirinha abaixo:


   Você classificaria os verbos cair, morrerafogarsair como intransitivos simplesmente porque "quem cai, cai", "quem morre, morre", "quem se afoga, se afoga" e "quem sai, sai"? Dos 4 verbos, existe um que não é intransitivo, o "afogar"... Você teria acertado? 

   Na hora da prova essa certeza de que o verbo não tem complemento se torna confusa. Então, como resolver esse problema?

   Pela análise sintática!

   Piorou? Calma... Veja como:

Teu vizinho Heinz caiu da ponte e morreu afogado.

Eu também me afogo uma vez por ano e saio vivo.

   Classificaremos como INTRANSITIVO toda frase que não possuir OD nem OI, na qual o verbo não for de ligação. Assim:

Teu vizinho Heinz caiu da ponte e morreu afogado.
       SUJ              VI   AA lugar       VI      P.SUJ

   Considerando que os termos "da ponte" e "afogado" não são nem OD, nem OI, resta-nos classificar os verbos como intransitivos

Eu também me afogo uma vez por ano e saio vivo.
SUJ           OD  VTD         AA tempo        VI   P.SUJ

   Se o verbo "afogo" tem OD, é transitivo direto e não VI. Já o verbo saio, que não tem complemento, é intransitivo.

   Lembrando, não existe mágica para identificar a transitividade dos verbos. Somente a análise sintática completa da oração nos permite classificá-los corretamente quanto à sua predicação verbal.

   Beijos!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

JOGO - ERROS GRAMATICAIS

   Como o tempo está curto nessa correria de início de semestre e, mesmo assim, não quero deixar o blog abandonado... neste final de semana, deixo vocês na companhia de um joguinho bem interessante sobre erros gramaticais. 
   É possível fazer uma ótima revisão do conteúdo já estudado, observando aquilo que precisa ser revisado com mais atenção.

   Para a turma da AFA, que tem prova agora no domingo... um bom passatempo para a véspera da prova!


   Divirtam-se!!!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

EXPRESSÕES FIGURADAS

   Existem várias expressões em língua portuguesa as quais usamos a todo momento e não percebemos o significado literal delas. Observe a imagem abaixo:


   O autor do site as chamou de figuras de linguagem. Prefiro usar expressões figuradas para não confundir com aquelas que estudamos para a prova de Literatura (hipérbole, metáfora, catacrese, prosopopeia...). Muitas delas até podem servir como exemplo de alguma figura, mas não necessariamente a serão.

   Sendo assim, tomei a liberdade de pensar em outras expressões tão interessantes quanto essas.

BATER AS BOTAS --> Simbolizando a morte, seria interessante imaginar alguém literalmente praticando tal ação. Talvez para limpar alguma sujeira ou algo do tipo.

CHAMANDO O HUGO --> Donde será que tiraram essa expressão? Talvez pelo som produzido quando alguém "chama o Hugo" (corresponde a vomitar, caso alguém não saiba/lembre)? Se for isso, é um belo exemplo de expressão onomatopeica.

COM A PULGA ATRÁS DA ORELHA --> Essa é fácil: uma pulga atrás da orelha faria com que a gente a coçasse. Logo, imitaria o sinal característico de preocupação, a coçadinha atrás da orelha.

MATANDO TEMPO --> Alguém me explica como se mata o tempo? Se tiver como, eu quero saber fazer nascer tempo também, porque ultimamente ele anda curto para dar conta de tudo que a gente tem para fazer!

O FULANO SE ENCONTRA? --> Não, ele está perdido ainda. Por que raios inventaram que perguntar se alguém "se encontra" é mais chique do que simplesmente perguntar se "está"?

ACERTAR NA MOSCA --> Não entendeu essa? Tente acertar um tapa numa mosca e você entenderá. Algumas pessoas tem técnicas infalíveis para isso, inclusive.

   Sei que existem várias outras, mas não vou me estender. Acho um exercício interessante refletir e brincar com o sentido denotativo e o conotativo de tais expressões. Exercitam a nossa percepção do sentido, tão necessária para provas de vestibular. 

   Beijos!!!

domingo, 14 de agosto de 2011

ADVÉRBIOS

   Como reconhecer essa classe gramatical invariável sem ser pela circunstância que elas indicam? É fácil saber que "hoje" e "aqui" são advérbios, porque indicam respectivamente tempo e lugar, mas e os advérbios em que essa circunstância não fica tão clara?

   A resposta está na própria pergunta. Reconhecem-se os advérbios pelo fato de eles serem invariáveis. Como verificar, por exemplo se as palavras ALTO, REDONDO e CLARO são advérbios ou adjetivos? Basta variar a oração em que se encontram para o FEMININO ou para o PLURAL, restarão duas opções:

a) Se forem advérbios, permanecerão invariáveis.

b) Se forem adjetivos, concordarão com o nome a que se referem.

Observe alguns exemplos:

Ele falava alto demais. (é advérbio: "Ela falava alto demais" ou "Eles falavam alto demais")

Ele é alto demais. (é adjetivo: "Ela é alta demais" ou "Eles são altos demais")

Esse refresco está descendo redondo. (é advérbio: "Essa cerveja está descendo redondo")

Aquele objeto parece ser redondo. (é adjetivo: "Aquela coisa parece ser redonda).

Ele percebeu claro o que havia acontecido.  (é advérbio. "Eles perceberam claro o que havia acontecido")

Ele admirou o seu cabelo claro. (é adjetivo: "Ele admirou os seus cabelos claros")

   Outra dica é tentar acrescentar o sufixo -mente. Conseguindo, pode ter certeza que se trata de um advérbio.

   Beijos!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ORAÇÕES - SUBSTANTIVAS

   Sejamos sinceros: o que todo aluno grava das orações substantivas? Que ela pode ser trocada por "isso" e é introduzida por conjunção integrante. A primeira dica é praticamente 100% verdadeira, é raro o exemplo em que falha, mas a segunda... observe a tirinha!


(Ah, as mulheres...)

   O que dizer da análise da fala de Adão, no segundo quadrinho?

É impressionante / como ela sempre sabe / quando estou mentindo.

   Temos três verbos, portanto, três orações. A primeira é a principal porque não possui conjunção nem pronome relativo introdutórios; as outras duas podem ser substituídas por "isso", então são SUBSTANTIVAS. Mas são introduzidas por conjunções integrantes?

   As palavras "como" e "quando" são advérbios. Alguns autores insistem em dizer que VIRAM conjunções integrantes ao introduzirem orações substantivas, mas não é mais fácil pensar que as orações substantivas é que podem ser introduzidas por outros termos além da conjunção integrante? Fica mais simples do que imaginar uma palavra "trocando" de classe gramatical nesse caso.

   Além disso, destaco que o macete da troca por "isso" só funciona para saber que as orações são substantivas. Para classificá-las como SUBJETIVA e OBJETIVA DIRETA, respectivamente, é necessário ver qual termo está faltando na oração anterior a cada uma.

a) Na oração "É impressionante" falta o sujeito, então "como ela sempre sabe" é oração subordinada substantiva subjetiva.

b) Na oração "como ela sempre sabe" falta o objeto direto, então "quando estou mentindo" é oração subordinada substantiva objetiva direta.

   Beijos!!!

OBS: AMANHÃ COMEÇAM AS AULAS DO CLUBE DO PORTUGUÊS!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

CLUBE DO PORTUGUÊS - NOVAS VAGAS

   Recebo agora de manhã a notícia de que o Clube do Português está com novas vagas abertas! Consegui uma sala maior para as aulas. Assim, quem tiver interesse pode fazer a sua inscrição até QUINTA-FEIRA (11/08).

   
   Enviem e-mail, comentem no blog, mandem msg no facebook, sinal de fumaça... façam o que for!

   Beijos!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

MÚSICA - VOCÊ NÃO VALE NADA

   Antes que reclamem de eu fazer a análise de um forró: quem quiser outras músicas é só ler as outras análises que já estão no blog! Estou tentando ser o mais eclético possível.





   Hoje, então, o domingo pede algo bem animado:

CALCINHA PRETA - VOCÊ NÃO VALE NADA



Você não vale nada, mas eu gosto de você.
Você não vale nada, mas eu gosto de você.
Tudo o que eu queria era saber por quê.
Tudo o que eu queria era saber por quê.

Os primeiros dois versos do refrão marcam duas orações coordenadas, sendo a segunda adversativa. Já o período que compõe os outros dois versos tem uma análise mais complexa: "que eu queria" é or. adjetiva restritiva e "saber por quê" é or. substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, já que faz papel de sujeito do verbo de ligação "era". O "por quê" é separado e com acento porque equivale à "por qual motivo" e esbarra em sinal de pontuação, por estar deslocado.  

Você brincou comigo, bagunçou a minha vida,
e esse sofrimento não tem explicação.
Já fiz e faço tudo tentando te esqueçer,
vendo a hora morrer, não posso me acabar na mão.

Da 1ª parte da letra, destaco a alomorfia da vogal temática "a" nos verbos do pretérito perfeito, 3ª pessoa do singular - "brincou" e "bagunçou" (lembrando que o único outro caso de alomorfia desta vogal é no mesmo tempo verbal, com a 1ª pessoa do singular  - "brinquei" e "baguncei"). Além disso, a sequência "não tem explicação" apresenta 3 palavras que terminam em ditongos decrescentes nasais. Não esqueça do -EM em final de palavra = ditongo!

Seu sangue é de barata, a boca é de vampiro.
Um dia eu lhe tiro de vez do meu coração.
Aí já não lhe quero. Amor, me dê ouvidos
Por favor, me perdoa: tô morrendo de paixão.

A 2ª parte traz os tratamentos tu e você misturados e mal empregados. Os pronomes "Seu" e "lhe", e o verbo "dê" correspondem ao tratamento VOCÊ, enquanto o verbo "perdoa" é imperativo do tratameto TU. Sem falar que os pronomes "lhe" estão ambos mal-empregados, já que são objetos DIRETOS, devendo ser empregados como o pronome "a" (Um dia eu a tiro / Aí já não a quero, respectivamente - como aquele "a tiro" ficou terrível, aconselharia um "tiro você" mesmo).

Eu quero ver você sofrer, só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar, ficar correndo atrás de mim 

O final traz uma palavra com hiato que muita gente pensa possuir um ditongo: "ruim". Acompanhe na letra, com a entonação que ela dá para essa palavra, fica claro que é um hiato (ru-im). A colocação pronominal do "se humilhar" que ficou prejudicada, o correto seria "humilhar-se" com o pronome reflexivo em ênclise. No entanto, já parei de sinalizar esse erro em músicas, de tanto que ele acontece. Só nessa, já passaram despercebidos "me dê ouvidos" e "me perdoa".

   E aí, gostaram?

   Beijos!!!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FONOLOGIA - ENCONTROS CONSONANTAIS

   Como a maioria das turmas em que trabalho está começando o semestre, e sempre começo pela fonologia, vale a pena chamar a atenção para os encontros consonantais.

   Os pobrezinhos são descartados dos estudos por serem considerados muito fáceis, já que basta identificar duas consoantes juntas e pronto, lá está o encontro consonantal. Mas será que isso é sempre fácil assim? Vejamos a tirinha abaixo:


   Quantos palavras possuem encontro(s) consonantal(is) no 1º quadrinho?

a) 8 (filho, abre, vidro, pra, empadas, precisa, minha, superfoa)
b) 6 (abre, vidro, pra, empadas, precisa, superfoa)
c) 5 (abre, vidro, pra, precisa, superfoa)

   A resposta certa é letra "c", mas tem muita gente que marca letra "a" e um número ainda maior que marca letra "b". Vejamos o porquê:

   Para eliminar a letra "a", basta saber a diferença entre encontro consonantal e dígrafo consonantal. Os encontros "lh" e "nh" nunca vão ser encontros consonantais porque são dígrafos, isso sem falar que o "h" não é consoante.

   Para eliminar a letra "b", no entanto, deve-se levar em conta o dígrafo vocálico "em", que representa o fonema vocálico nasal /e~/. Sendo assim, o "m" da palavra empadas não é uma consoante, então não forma encontro consonantal.

   O segredo da fonologia é prestar atenção nos SONS (FONEMAS), não na GRAFIA (LETRAS) das palavras.

   Beijos!!!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PIADA - TU E VOCÊ

   Já que o clima é de férias e eu, por exemplo, estou aproveitando o meu 2º e último dia de descanso, postarei apenas uma piadinha clássica da diferença entre os tratamentos tu e você.

   O segundo semestre nos aguarda e quero ver todo mundo empolgado para os estudos!

Você sabe a diferença entre tu e você?

   Segue um pequeno exemplo, que ilustra muito bem essa diferença:

   "O Diretor Geral de um Banco estava preocupado com um jovem e brilhante Diretor, que depois de ter trabalhado durante algum tempo com ele, sem parar nem para almoçar, começou a ausentar-se ao meio-dia. Então o Diretor Geral do Banco, chamou um detetive e disse-lhe:

- Siga o Diretor Lopes durante uma semana, durante o horário de almoço.

O detetive, após cumprir o que lhe havia sido pedido, voltou e informou:

- O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o seu carro, vai a sua casa almoçar, faz amor com a sua mulher, fuma um dos seus excelentes cubanos e regressa ao trabalho.

Responde o Diretor Geral:

- Ah, bom, antes assim. Não há nada de mal nisso.

Logo em seguida o detetive pergunta:

- Desculpe. Posso tratá-lo por tu?

- Sim, claro respondeu o Diretor surpreendido!

- Bom então vou repetir:

- O Diretor Lopes sai normalmente ao meio-dia, pega o teu carro, vai a tua casa almoçar, faz amor com a tua mulher, fuma um dos teus excelentes cubanos e regressa ao trabalho."

   É, amigo... copa do mundo!

   Beijos!!!